Arquivo do mês: maio 2007

Depois dos bloggers em 2004, YouTube vira ferramenta de campanha para 2008

Os bloggers dominaram e ainda dominam grande parte da cena política desde 2004. Um âncora famoso (Dan Rather) dançou e acabou se aposentando depois que bloggers descobriram que estava editando material para o Partido Democrata em pleno jornal da CBS. E vários outros bloggers movimentaram a campanha de 2004 e falaram do isolamento final da candidatura Kerry. Mas agora a ferramenta é outra…

A candidata Hillary Clinton, assim como outros candidatos à Casa Branca, começou a usar o YouTube como ferramenta de campanha na semana passada. Já recebeu 600 mil visitas na sua primeira aparição para os internautas. No vídeo, que pode ser assistido clicando aqui, a atual senadora do estado de Nova York pede para seus possíveis eleitores escolherem a música de campanha.

Leitor de Londres:Domingos Bressan Floriano

pai-em-frente-ao-big-ban-em-londres.jpgDomingos Bressan Floriano, de Criciúma, Santa Catarina, vive em Londres desde 2004. Em Londres, Domingos aproveita o tempo livre para conhecer a cidade (acima no Big Ben) e se dedicar na igreja. Ele é casado com Sinara e tem dois filhos, Raone e Luis. O computador o ajuda a manter o contato com a família no Brasil e ler este blog.

Paulo Coelho cancela agenda nos Estados Unidos

O escritor Paulo Coelho, que tinha uma noite de autógrafos marcada para a terça-feira (29) na cidade de Cambridge, Massachusetts, cancelou a turnê promocional nos Estados Unidos do seu livro  A Bruxa de Portobello (The Witch of Portobello) por circunstâncias imprevistas.

Paulo Coelho é descrito por aqui como “um dos escritores mais reverenciados da atualidade, premiado internacionalmente e um participante do Fórum Econômico Internacional por sete vêzes”. Nascido no Brasil, diz o texto do evento cancelado, Paulo Coelho divide seu tempo entre o Rio de Janeiro e o sul da França.

Gore vive dias de candidato

Depois de ser capa da revista Time (abaixo), de ganhar o Oscar pelo filme Uma Verdade Inconveniente, de discursar naquela noite de fevereiro como quase-candidato, o ex-vice de Clinton, Al Gore lançou um novo livro na terça-feira, 22,  na Califórnia. Enquanto falava sobre o livro, Gore foi interrompido pela multidão que dizia: “Concorra, concorra, concorra!”.

Gore parte agora para uma turnê para promover o livro Assault on Reason (algo como “Ataque à Razão”), que nada mais é do que uma crítica ao governo Bush.

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Khaled Hosseini lança novo livro

Depois de vender 4 milhões de cópias só nos Estados Unidos com seu O Caçador de Pipas, o autor Khaled Hosseini volta a escrever e agora conta os anos duros que seu país, o Afeganistão, passou enquanto ele vivia confortavelmente na Califórnia. A Thousand Splendid Suns (ainda sem título em português) é mais um momento de remissão para a vida do autor, que declara que se sente envergonhado e que deveria ter sofrido mais ficando em Kabul, que foi devastada pelos soviéticos, talibãs e finalmente pela invasão norte-americana.

Khaled, 42 anos,  é médico hoje na Califórnia. Ele é parecido com Antonio Banderas e fala inglês com leve sotaque. É filho de um diplomata de carreira que estava trabalhando na Embaixada do Afeganistão quando os soviéticos invadiram Kabul. De lá seu pai partiu para os Estados Unidos em 1979, onde se exilou com a família.

Leitura de domingo: A importância de New Hampshire na corrida à Casa Branca

O eleitor do estado vizinho de New Hampshire é o mais assediado nas campanhas à Casa Branca. Explica-se: as primárias em New Hampshire ocorrem antes do que nos outros estados, e quem perder ali começa sua candidatura muito mal. Por outro lado, quem ganhar em New Hampshire no início de 2008 poderá se projetar nacionalmente com facilidade e ser indicado o candidato oficial de seu partido.

Por isso, o estado ocupa um lugar especial no planejamento de campanhas e no coração dos políticos norte-americanos. Ontem (19 de maio) as formaturas ocuparam o calendário do final de semana, e os eventos trouxeram nada menos do que três figuras importantes nos Estados Unidos: dois ex-Presidentes e um senador que concorre nas primárias para a Casa Branca.

Bill Clinton e o agora amigo George H. Bush, pai do atual Presidente Bush, sentaram lado a lado e sorriram para as câmeras. Deram o toque final que faltava ao evento de formatura dos estudantes da Universidade de New Hampshire e mostraram que hoje em dia estão muito mais próximos do que quando se enfrentaram em 1992.

Enquanto isso, em outra universidade de New Hampshire, o presidenciável Barack Obama dava o discurso de formatura de olho para seu futuro político.

O contato com o eleitor em New Hampshire é bem mais próximo do que nos outros estados. Ali, em cada rua, em cada casa o candidato à Presidência tem que mostrar a que veio e tem que ser carismático e atencioso, pois suas chances de vitória poderão ser sepultadas já no início das primárias. Para os organizadores de campanhas, um eleitor de New Hampshire vale muito mais do que, por exemplo, um eleitor de Massachusetts. 

Tanto é assim que em New Hampshire os candidatos reduzem o número de seguranças e partem para o corpo a corpo.

Quando abre a piscina?

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A pergunta da primavera/verão em todos os condomínios (onde residem grande parte dos brasileiros na região de Boston) é quando abre a piscina. Sim, pois se demorar demais o verão acaba e aproveitamos bem pouco os dias quentes da Costa Leste dos Estados Unidos.

Se a piscina abrir só em junho, o que parece plausível na maioria dos casos, teremos alguns dias para aproveitar o sol forte e se bronzear. Quem quiser se bronzear depois só via bronzeamento artificial. Na luta pelo espaço de sol do brasileiro por aqui, vale tudo, desde a pequena “praia” local (geralmente um pequeno banhado rodeado de areia suja com cães tomando banho na água) até as praias do Cape, local que sempre traz lembranças da família Kennedy. O céu é Martha’s Vineyard.

Como no início da primavera há muitos negócios que aquecem (em todos os sentidos possíveis, em um calor difícil de suportar) o tempo dos brasileiros fica bem curto (dos norte-americanos também, mas me parece que eles pouco se importam com idas à praia), por isso nessa busca a praia local pode ser a última escolha, e em muitos casos a “melhor”.

As temperaturas mais altas contribuem para outro tipo de “fenômeno”: os norte-americanos saem da toca, o que equivale a dizer que as mini-saias e os shorts curtinhos estão na moda. E como se veste o bostoniano? Boné do time de baseball Red Sox com um B em vermelho na frente, bermudas até o joelho e tênis ou chinelos. Para as mulheres o Boné do Red Sox é cor de rosa assim como a letra B bordada.

Direto de Boston,

 André Abreu.

Foto: André Abreu

Perigos para a Senhora Clinton

Há muitos perigos na construção e consolidação da Canditadura Hillary Clinton do que se possa imaginar. Hillary é uma das candidatas que carrega uma forte rejeição: ou a pessoa morre de amores pela ex-primeira-dama, ou paga para não vê-la. Um dos maiores riscos que Hillary corre é o de transformar sua candidatura num movimento elitista , pois no final das contas poderemos acabar com 12 anos de Clinton na Casa Branca, seguidos dos anos Bush-pai, Bush-filho.

Hoje, se candidata oficial, Hillary Clinton não teria os Democratas trabalhando todos em favor dela, a menos que ela encontre um candidato a vice para costurar seu nome no clero baixo do partido: e isso  Barak Obama não quer (ou é candidato a presidente ou a nada, teria dito em no David Letterman.)

Correndo por fora (e estabelecendo uma reputação internacional muito forte) o ex-quase-Presidente dos Estados Unidos, Al Gore poderia ser a melhor cartada do Partido Democrata, pois não tem rejeição forte junto ao eleitorado e vem trabalhando um consenso na sociedade norte-americana que une todos os setores, pois é em torno da questão ambiental. O único opositor da candidatura Gore é ele mesmo.

Se até o final do ano Hillary não acertar o pé, os republicanos terão muitas chances de fortalecer Giuliani (ex-prefeito de NY) ou o Senador John McCain para 2008.

Billy Joel, um dos maiores cantores norte-americanos, faz 58 anos hoje

O péssimo motorista Billy Joel (alguém afirma que já detonou mais de 8 carros), e um dos maiores cantores e compositores dos Estados Unidos, sopra hoje 58 velinhas. Ele Joel nasceu em Long Island, no dia 9 de maio de 1949 e se apaixonou pela música aos 4 anos. Amor à primeira vista que vem durando todos esses anos e permeando as crises pessoais vividas pelo músico.

Entre as músicas destaques do gênio norte-americano estão “Piano Man”, que descreve a rotina de um bar nos Estados Unidos com personagens inusitados, “Honesty” e “My Life”, que você pode conferir aqui. A mais recente música de Joel é “All My Life” (Fevereiro, 2007) e é uma homenagem a sua esposa, Katie. “All My Life” conta com uma introdução longa de piano e relata a vida do cantor em busca de amor. O estilo lembra muito Sinatra.

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Foto: Divulgação.

Mantendo as contas em dia: selo do correio norte-americano subirá 2 centavos

flag1.jpgNa segunda-feira (14) o selo nos Estados Unidos aumentará 2 centavos de dólar. O valor atual é de 39 cents, com o aumento passará a ser 41 cents. Isso significa que quem enviar as contas pelo correio na segunda correrá o risco de ter correspondência retornada por falta de selo. Todo cuidado é pouco com o pagamento de seguros de carros, para citar só um caso,  o seguro cancelado pode resultar em apreensão do veículo e multas ao condutor.

Quem tem hoje o tradicional livro de 20 selos em casa (“book of stamps”), terá que ir ao correio adquirir selos de 2 centavos para completar a diferença. Enviando o pagamento de contas essa semana o consumidor economiza mais e evita transtornos. O envio de pacotes para o Brasil ficará mais caro também na semana que vem.

 Nos Estados Unidos usa-se o correio (United States Postal Service) para pagar desde contas de luz até contas de cartão de crédito. A fatura é enviada pelo correio, você coloca o cheque dentro do envelope e envia para o endereço indicado no envelope fornecido pela empresa.

Desde 2002 o valor do selo vem aumentando (em 2002 aumentou de 34 centavos para 37, em 2004 aumentou de 37 para 39 centavos). O preço estável do sêlo nos Estados Unidos é um orgulho nacional, de um país que tem a economia equilibrada e os pés no chão. O aumento aponta, na opinião de alguns norte-americanos, a falta de controle da economia pelo Presidente Bush (o mesmo que atribui 200 anos à Rainha Elizabeth ontem e, alguns anos atrás, ficou pasmo com a existência de negros no Brasil).