Arquivo do mês: julho 2007

Murdoch sela a compra do Wall Street Journal

Conforme o site da revista Time, o magnata da mídia mundial Rupert Murdoch (com jornais na Austrália, New York, Londres e os canais Fox nos Estados Unidos) entrou nesta tarde em um terreno dominado pela nata do jornalismo de Wall Street: ele selou a compra do Wall Street Journal. O jornal cobre bem o mercado financeiro e ainda tem boa cobertura da pauta internacional e cultural.

(A aquisição do Wall Street Journal por Murdoch foi oposta por alguns membros da família Bancroft, que tem o maior poder de voto, e alguns jornalistas da redação do jornal. Eles temem que o WSJ perderá sua independência).

Mas a Time alerta:

“Murdoch prometeu investir pesadamente no jornal, expandindo sua marca internacional e on line e combinando seus recursos com o canal de negócios da Fox, que deverá ser lançado em breve. Em anos recentes, a empresa Dow Jones, que controla o jornal, tem se esforçado em meio a vendas fracas de anúncios e altos custos. A receita publicitária da edição estadunidense caiu 6,8% no segundo trimestre de 2007 comparada com o mesmo período do ano anterior, entretanto a queda foi compensada pelas edições internacionais e a edição on line. Antes da oferta de 60 dólares por ação feita por Murdoch, o valor da ação da Dow Jones estava perto dos 35 dólares – e teria baixado ainda mais se o acordo de hoje não tivesse sido bem sucedido. No final das contas, a família Bancroft não poderia correr esse risco.”

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O “último magnata” Rupert Murdoch na edição do início de julho que abordava seu interesse pelo Wall Street Journal.

Artigo de Antônio Linus Rech

Baseado em uma frase do Reverendo Martin Luther King, que viveu um período de estudos em Boston, o escritor Antônio Linus Rech nos traz o seguinte artigo:

” Na luta por direitos sociais, a inércia e o comodismo do brasileiro são históricos. Os “caras-pintadas”, ajudaram a derrubar o governo Collor, em 1992. Um pouco antes, o “diretas já” foi marcante no período militar. Na década de 60, o povo do Sul segurou João Goulart no poder com a Legalidade e, logo após, atos populares deram sustentação ao golpe de 1964 para derrubar esse mesmo governo.  Poucos são os exemplos significativos.”

Continue a leitura aqui. 

Direto de Providence, Rhode Island

Todos os dias, chova ou faça sol, o sulcatarinense Vanderlei da Silva acessa os seus sites de notícias preferidos, Rádio Criciúma e Portal Engeplus. Deco, como é conhecido, escuta muitas músicas no seu Mac e ainda reserva tempo para ler esse blog.

Além disso, o popular Deco nos traz à lembrança o detetive Kojak (veja foto menor abaixo) da famosa série de mesmo nome de 1973.

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Foto: André Abreu.

Leitura de segunda: Néia Pavei nos brinda com sua coluna da Itália

 Néia Pavei inicia sua coluna mais recente falando sobre a imigração na Itália:
“Desde que vim para cá, cinco anos atrás, acredito que a legislação que nos dá a cidadania italiana por “direito sanguineo” vai acabar ou, no mínimo, será modificada. Atualmente estou ainda mais segura. ”

Continue a leitura aqui.

Scoop

O filme Scoop com a belíssima Scarlett Johansson é imperdível. É uma comédia misturada com mistério, que é realmente bem divertida assistir. Não é um grande filme de Woody Allen. Mas do início ao final é impossível tirar os olhos do filme.  Scoop foi traduzido acertadamente para O Grande Furo, pois a palavra significa exatamente isso: uma informação que outros jornalistas não tiveram acesso. A jornalista Sondra é vivida por Scarlett, que no filme é conduzida pelo mágico Splendini (Woody Allen). Assistindo o filme não se tem nenhuma dúvida que a Scarlett é a mais recente tara do mago do cinema Woody Allen.

No início desse ano Scarlett Johansson visitou Cambridge para receber o seu prêmio de Mulher do Ano no cinema, o Hasty Pudding. Diante dos alunos, a jovem atriz ficou emocionada de ter tamanha honra.

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Emocionada Scarlett enfrenta o frio de fevereiro em Cambridge. (Foto: Arquivo do Harvard News Office)

Estudante influencia política brasileira

Encontrei, li e gostei :

“Em uma campanha política marcada pela corrupção e suborno, Romanna G. Remor, graduada em 1999, estudante de Mestrado em Administração Pública da Brigham Young University, saiu da obscuridade relativa para se tornar autoridade pública – conseguindo manter a cabeça erguida acima das disputas. “No início,” Remor disse sobre a campanha para prefeito em sua cidade-natal de Criciúma, Brasil, “a pergunta para a cidade inteira era ‘quem é Romanna?‘”

Devido a um pouco de sorte, Remor foi capaz de responder eficazmente a pergunta. Ela estava no Brasil em um estágio quando Donald L. Adolphson, professor of administração pública e um dos mentores de Remor, veio ao Brasil. Ele conheceu a cidade de Curitiba guiado por Remor e se encontrou com funcionários públicos para conhecer as políticas econômicas de meio-ambiente.

Logo após a visita, Remor foi convidada a ser a candidata de seu partido à prefeita de Criciúma, uma cidade de 200 mil habitantes – um grande risco, pois na época ela tinha só 25 anos, mulher e membra da Igreja dos Santos dos Últimos Dias. Felizmente, sua visita à Curitiba a tinha  preparado. “O timing foi incrível, pois tínhamos falado do jeito que Curitiba tinha desenvolvido”, declarou Adolphson. “Eles tinham uma política de cuidar das pessoas e do meio-ambiente como prioridades absolutas.

Como tinha entrado na campanha tarde e era desconhecida, Remor se deparou com a mídia antes que tivesse desenvolvido sua plataforma. “Comecei a responder perguntas sobre políticas baseada no que vi em Curitiba. Depois de um mês, sentei com meu candidato a vice e disscutimos nosso programa de governo.”

Mas Romanna elevou o tom da campanha bem acima dos debates típicos e da propaganda que marca a política brasileira. Ela concorreu com dinheiro do partido, dependeu de voluntários somente, e recusou dinheiro de negócios. Adolphson disse que “Romanna é determinada em fazer as coisas certas pelas razões certas. Ela sentiu que logo que aceitasse dinheiro de empresas, ela estaria comprometida com as empresas e não com as pessoas.”

A dedicação às pessoas ajudou-lhe a quebrar outro ciclo comum na política brasileira – subornar os pobres em troca de votos. A prática é ilegal, mas tão comum que pessoas que vivem em áreas pobres se aproximam dos candidatos perguntando o que eles trouxeram em presentes. Sua recusa em participar acabou por aumentar sua visibilidade. “Eu saía pela cidade em um fusca rosa com abertura em cima, e falava em um microfone,” declarou ela. “Eu falava que algumas pessoas morreram para ter o direito do voto, assim elas não deveriam vender por nenhuma oferta.” O carro virou símbolo de campanha.

Remor não ganhou a eleição de 2000, mas afetou seu resultado. Em um debate na TV, ela apresentou documentos que o atual prefeito tinha administrado mal verbas federais. Suas provas mudaram a opinião pública. O candidato em segundo lugar ganhou a eleição, e Remor ficou em terceiro.

Quando começõu a campanha, Remor disse que as pessoas tinham medo de mudar a forma de fazer política. Mas “no final as pessoas começaram a ver a Igreja de uma forma diferente, e começaram a acreditar que havia uma forma melhor de se fazer campanha.”

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Foto: Site da Brigham Young University (BYU).

Texto: Site da BYU.

Tradução: André Abreu.

Oscar vive dias de celebridade

Não é premiação do mundo do cinema nem o jogador de basquete, mas o gato Oscar, aquele que virou notícia no mundo depois de sair no conceituado New England Journal of Medicine, está gerando preocupações aos funcionários de um hospital da linda Providence em Rhode Island, onde mora.

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Oscar foi visto ontem por leitores desse blog, que procuravam bater uma foto do bichano, que prevê quem vai morrer com acertos muito bons. A conversa foi assim:

– Posso ajudá-los?

– Não sei, mas a gente quer bater uma foto do Oscar. (O gato estava bem na frente deles).

– Deixem a clínica imediatamente! Estou chamando a segurança!

O tempo gastou no diálogo seria o suficiente para tirar uma foto. O casal com a câmera digital na mão saiu correndo imediatamente.

Depois da Paris Hilton, ganhamos um gato como celebridade!

Foto: site da Universidade Brown.