Arquivo do dia: 29/07/2007

Estudante influencia política brasileira

Encontrei, li e gostei :

“Em uma campanha política marcada pela corrupção e suborno, Romanna G. Remor, graduada em 1999, estudante de Mestrado em Administração Pública da Brigham Young University, saiu da obscuridade relativa para se tornar autoridade pública – conseguindo manter a cabeça erguida acima das disputas. “No início,” Remor disse sobre a campanha para prefeito em sua cidade-natal de Criciúma, Brasil, “a pergunta para a cidade inteira era ‘quem é Romanna?‘”

Devido a um pouco de sorte, Remor foi capaz de responder eficazmente a pergunta. Ela estava no Brasil em um estágio quando Donald L. Adolphson, professor of administração pública e um dos mentores de Remor, veio ao Brasil. Ele conheceu a cidade de Curitiba guiado por Remor e se encontrou com funcionários públicos para conhecer as políticas econômicas de meio-ambiente.

Logo após a visita, Remor foi convidada a ser a candidata de seu partido à prefeita de Criciúma, uma cidade de 200 mil habitantes – um grande risco, pois na época ela tinha só 25 anos, mulher e membra da Igreja dos Santos dos Últimos Dias. Felizmente, sua visita à Curitiba a tinha  preparado. “O timing foi incrível, pois tínhamos falado do jeito que Curitiba tinha desenvolvido”, declarou Adolphson. “Eles tinham uma política de cuidar das pessoas e do meio-ambiente como prioridades absolutas.

Como tinha entrado na campanha tarde e era desconhecida, Remor se deparou com a mídia antes que tivesse desenvolvido sua plataforma. “Comecei a responder perguntas sobre políticas baseada no que vi em Curitiba. Depois de um mês, sentei com meu candidato a vice e disscutimos nosso programa de governo.”

Mas Romanna elevou o tom da campanha bem acima dos debates típicos e da propaganda que marca a política brasileira. Ela concorreu com dinheiro do partido, dependeu de voluntários somente, e recusou dinheiro de negócios. Adolphson disse que “Romanna é determinada em fazer as coisas certas pelas razões certas. Ela sentiu que logo que aceitasse dinheiro de empresas, ela estaria comprometida com as empresas e não com as pessoas.”

A dedicação às pessoas ajudou-lhe a quebrar outro ciclo comum na política brasileira – subornar os pobres em troca de votos. A prática é ilegal, mas tão comum que pessoas que vivem em áreas pobres se aproximam dos candidatos perguntando o que eles trouxeram em presentes. Sua recusa em participar acabou por aumentar sua visibilidade. “Eu saía pela cidade em um fusca rosa com abertura em cima, e falava em um microfone,” declarou ela. “Eu falava que algumas pessoas morreram para ter o direito do voto, assim elas não deveriam vender por nenhuma oferta.” O carro virou símbolo de campanha.

Remor não ganhou a eleição de 2000, mas afetou seu resultado. Em um debate na TV, ela apresentou documentos que o atual prefeito tinha administrado mal verbas federais. Suas provas mudaram a opinião pública. O candidato em segundo lugar ganhou a eleição, e Remor ficou em terceiro.

Quando começõu a campanha, Remor disse que as pessoas tinham medo de mudar a forma de fazer política. Mas “no final as pessoas começaram a ver a Igreja de uma forma diferente, e começaram a acreditar que havia uma forma melhor de se fazer campanha.”

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Foto: Site da Brigham Young University (BYU).

Texto: Site da BYU.

Tradução: André Abreu.