Free!

s5031347.jpgQuando alguém compra um sofá novo ao invés de jogar o velho no lixo, costuma colocar na rua para doação com uma plaquinha dizendo que é grátis. Nos condomínios acontece o mesmo, eles deixam cadeiras e escrivaninhas no corredor à espera de um novo dono.

Um ano ganhei uma cadeira estofada de meus vizinhos indianos, que além disso me convidaram para entrar e conferir o canal de televisão deles direto da Índia. Além de indianos e norte-americanos, já tive um vizinho italiano, que apostou comigo que a final da Copa seria entre a Itália e o Brasil (Ai que dor no coração!).

O que noto nos Estados Unidos é que o casamento entre pessoas de diferentes origens é raro acontecer entre descendentes de gregos e indianos. O grupo de amigos deles também é bem restrito dentro da própria nacionalidade. Em cidades pequenas os vizinhos se conhecem mais facilmente por um “hi, how are you?”. Pouca gente tem tempo para parar e conversar.

Os brasileiros e brasileiras se misturam mais. Tenho amigos e amigas casadas com norte-americanos (as), gente que visita o Brasil anualmente, mas não pensa mais em voltar para lá para ficar, pelo menos por enquanto.

Nos últimos anos o brasileiro começou a morar melhor, já não vive tanto em grupos de 10 pessoas por exemplo. Hoje em dia o dono do imóvel limita o número de moradores por apartamento ou casa e fiscaliza pelo gasto de água ou o número de carros no estacionamento.  Mas o brasileiro opta por si mesmo por viver melhor, como no condomínio acima na região de Boston (tem piscina e uma área arborizada linda).  Morar ali, claro, não é grátis.

Foto: André Abreu.

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