Congresso dos Estados Unidos aprova uso da expressão “genocídio armênio”

Esta semana um comitê do Congresso dos Estados Unidos aprovou a expressão “genocídio armênio” referentes às mortes ocorridas durante o período otomano na Turquia, um fato que a Turquia nega que tenha existido na história.

A negação do genocídio armênio tem mantido o país longe da União Européia. Após a votação de ontem, o embaixador turco nos Estados Unidos foi chamado de volta a Ancara para receber novas instruções. No cenário internacional, a Turquia promete retaliar interferindo na manipulação de conflitos em território iraquiano e cessar de vez sua colaboração com os estadunidenses.

A aprovação da expressão “genocídio armênio”, em que morreram milhões de armênios de 1915 a 1923, tem amplos reflexos em comunidades na Califórnia e em Massachusetts, que perderam pais, irmãos e amigos.

Quem sai extremamente fortalecida do processo é Nancy Pelosi, presidente do Congresso, que afirma que respeita a relação dos Estados Unidos com a Turquia, mas declarou:

“Enquanto houver genocídio teremos o direito de se levantar e falar contra ele.”

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