I’m Not There: audiência tem que descobrir Dylan nos personagens

Com 135 minutos de duração e seis atores diferentes representando a lenda viva da música (música de protesto e/ou  folk, isso fica para o leitor ver no filme a discussão) Bob Dylan, o filme apresenta os dramas do que pode se chamar o maior poeta vivo dos Estados Unidos.  Com um detalhe, não cita seu nome diretamente. Mas usa de linguagem indireta para que o público faça sua própria leitura.

Para degustar melhor do filme, é necessário ter em mente o contexto de Bob Dylan: No Direction Home, um trabalho mais direto e que apresenta as informações de uma forma mais linear sob a direção de Martin Scorcese.  Em I’m Not There Dylan está lá para o observador atento, para quem sabe do contexto histórico em que sua carreira se fundamentou. Para quem não conseguir ver o cantor na interpretação de Richard Gere ou do genial garoto Marcus Carl Franklin, será uma pena.

Em cada imagem, em cada detalhe há o toque do diretor Todd Haynes, que deve estar feliz, pois o filme já arrecadou 1 milhão de dólares até o momento, ainda que em distribuição bem limitada (na região de Boston pode ser assistido no Kendal Square Theater e no Landmark Embassy Cinema em Waltham).

A grande surpresa é a atuação de Cate Blanchett. Sua interpretação é espetacular, e coloca a atriz na lista dos favoritos ao Oscar. Blanchett faz a voz e os tiques do mito com uma naturalidade invejável.

Para quem é familiar com a carreira de Dylan, que já foi comparado a um Shakespeare norte-americano, o filme é um belo presente de Natal nas terras frias do Norte dos Estados Unidos e já foi apresentado na Mostra de Cinema de São Paulo deste ano.

Atores que vivem Bob Dylan no filme: Richard Gere, Cate Blanchett, Marcus Carl Franklin, Heath Ledger, Ben Wishaw e Christian Bale.

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