Depois da mini-Super-terça

Depois da mini-Super-terça, a candidatura de Hillary Clinton ganhou sobrevida no cenário eleitoral dos EUA. A candidata ganhou em 3 estados, recuperou território perdido e promete ir até o final do processo “em nome dos milhões de estadunidenses que necessitam ter suas vozes ouvidas”.

Hillary ganhou em Rhode Island, Texas e Ohio graças a duas estratégias: o ataque a Obama em cima da questão do NAFTA (ele estaria jogando contra o NAFTA só para ganhar Ibope, segundo um assessor dele garantiu para diplomatas canadenses) e na questão de segurança nacional.

O anúncio da segurança nacional machucou muito Obama. Imagine. São três horas da manhã, e toca o telefone da Casa Branca, uma crise nuclear se anuncia ao chefe máximo da nação. Quem você gostaria que atendesse essa ligação?

O eleitor prefere a ex-primeira-dama e atual senadora Hillary Clinton. A experiência ganhou.

No horizonte surgem também questões frágeis moralmente como o caso do financiador da carreira política inicial de Obama: Tony Rezko, que agora começa a ser julgado em Chicago sob pena de ter agido como uma espécie de P.C. Farias da política democrata local. A longo prazo, poderá respingar em Obama.

O mais certo é dizer que a convivência no ninho democrata não será nada fácil daqui pra frente.  Obama aprendeu que pode se ganhar batendo forte a partir das vitórias de Hillary na última terça.

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