Arquivo do mês: maio 2013

Trechos do discurso de Biden no Rio ontem

“As economias da região estão crescendo. Brasil, México, Argentina, membros do G20. O Brasil está para assumir a direção-geral da OMC.”

Vice-Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa no Rio.

Vice-Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa no Rio.

“O Brasil há muito tempo assumiu seu lugar como uma das potências econômicas democráticas do mundo. Vocês são a sétima maior economia do mundo — maiores do que a Índia; maiores do que a Rússia. A história da jornada de vocês é realmente notável nos últimos 20 anos. Em 20 anos, vocês construíram o recurso mais importante deste grande país — seu capital humano.”

“Os Estados Unidos e o Brasil tiveram um bom começo no governo Obama-Biden nos últimos quatro anos. Nossos presidentes, nossos secretários de Defesa — como os militares podem lhes contar — nossos secretários de Estado, nossos representantes especiais de Comércio — e, ao todo, dez membros do nosso secretariado visitaram este país desde o início do nosso mandato. Isso não é por acaso, é intencional.”

Foto: Embaixada dos EUA.

A influência de Biden na política externa dos EUA

Matéria  do New York Times de março aponta a influência do Vice-Presidente Joe Biden nas questões políticas internacionais dos EUA. A matéria ressalta a parceria entre Biden e Kerry, iniciada quando ambos eram senadores no Comitê de Relações Externas do Senado.

biden

Antes da visita de Obama a Israel, Biden visitou a região preparando o caminho para a chegada do Presidente.  Em decisões sobre o Afeganistão ou a Síria, o Vice tem compartilhado as idéias de uma política “menos agressiva e mais cuidadosa”.

As relações com a China também estão na pasta de Biden, que tem cultivado laços com o Secretário Geral do Partido Comunista. 

A visita à América do Sul, que também incluiu a Colômbia,  está acontecendo depois que o Secretário de Estado John Kerry se referiu à região como o “quintal” da política externa norte-americana

Entre os assuntos que Biden deverá abordar sobre a parceria Brasil-EUA está a questão energética: a agenda de hoje tem espaço para a Petrobras.

Foto: Embaixada do EUA.

Vice de Obama chega hoje ao Brasil

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chega hoje à noite no Rio para uma visita que deve durar até sexta-feira (31). Biden e a esposa Jill chegam às 22 h ao Rio, onde ao meio-dia de quarta-feira ele fará um discurso no Pier Mauá.

No Rio ainda visitará o Centro de Pesquisas da Petrobrás e o Parque Tecnológico da UFRJ.

O encontro com a Presidente Dilma Rousseff será em Brasília na sexta-feira (31).  A agenda também prevê um encontro com o vice-presidente Michel Temer.

Primavera Árabe: O papel da CIA na Síria

Tunísia, Egito, Algéria, Líbia e Iêmen estão entre os países árabes que passaram pelas mudanças revolucionárias a partir de dezembro de 2010, denominadas de Primavera Árabe. A revolução partiu em princípio do povo, começou na Tunísia e contagiou outros países da região. Mas há uma orquestração de outros elementos e/ou interesses, como demonstra a resistência síria.

Wall Street Journal informou em março que agentes da CIA estão recrutando os rebeldes que combatem o regime de Bashar Al-Assad.  A estratégia dos Estados Unidos não é a intervenção militar direta, cara ao país e um modelo já desgastado pelas guerras do Iraque e do Afeganistão. Trata-se de enfraquecer o atual líder sírio com manifestações populares enquanto armas são infiltradas no país via Turquia, supostamente com envolvimento britânico.

O problema da CIA é tentar evitar que a Síria caia nas mãos de um governo radical, estilo xiita, que seria muito pior à política externa norte-americana do que o atual.

Mas há um problema ainda maior: a resistência do Presidente Bashar, que teima em se manter no poder, em meio às manifestações, tem provado sua tenacidade e capacidade de manobra. É o que mostram suas entrevistas ao Sunday Times em março desse ano e ao jornal argentino Clarín na semana passada.

Simplesmente não há sinais de que o líder sírio deixará o país tão cedo.  “Renunciar seria fugir; quem decide se eu fico é o povo, não os EUA”, disse Bashar  ao enviado especial Marcelo Cantelmi na semana passada.

A resistência atual do regime sírio aponta para uma primavera cada vez mais distante.

Bernanke declara que economia ainda precisa de estímulo do FED

Do New York Times:

“Apesar da melhora recente no mercado de trabalho, o Federal Reserve deve prosseguir com sua política de estímulo para evitar colocar em risco a recuperação, o presidente do Fed, Ben S. Bernanke, disse ao Congresso na quarta-feira.

Embora reconhecendo os riscos de taxas de juros historicamente baixos e a política agressiva do Fed de comprar títulos do governo para estimular a economia, Bernanke disse em depoimento que “o aperto prematuro da política monetária pode levar as taxas de juro a subir temporariamente, mas também levaria a um risco substancial de abrandar ou acabar com a recuperação econômica “.

Ao ser questionado pelo deputado Kevin Brady, um republicano do Texas, que preside o Comitê Econômico Conjunto, Bernanke disse que o Fed poderia se preparar para “dar um passo para baixo” nas próximas reuniões, se as perspectivas para o mercado de trabalho melhorassem.

“Depende dos dados”, disse ele. “Se as perspectivas para o mercado de trabalho melhorarem, gostaríamos de responder a isso.”

Mr. Brady perguntou se a redução gradual pode começar antes de setembro, o que levou o Sr. Bernanke a dizer: “Eu não sei.””

Idade poderá ser um problema para os Democratas em 2016

Os dois principais candidatos para a Casa Branca em 2016 têm algo em comum: estão chegando os 70. O atual Vice-Presidente Joe Biden e a ex-Secretária de Estado Hillary Clinton são os favoritos.

Se a Biden é visto como o herdeiro natural de Obama, a presidenciável Hillary ainda tem um grande número de eleitores fiéis dispostos a depositar seus votos nela.

Biden visita o Brasil no final de maio com o objetivo de mostrar a importância da  América Latina nesse segundo mandato de Obama.