Arquivo do mês: junho 2013

Guardian: EUA espionam a Europa

A Alemanha reclama que os EUA estão tratando os aliados europeus como “inimigos da época da Guerra Fria”. A revista Der Spiegel traz documentos que revelam que os EUA, através do programa Prism, está tratando com a Alemanha como se tratasse com a China, o Iraque ou mesmo a Arábia Saudita. 

Evidentemente, os fatos incomodam os aliados europeus. Esperavam mais de uma administração Obama. A França considera esses fatos “inaceitáveis”. 

As informações vem à tona enquanto os EUA se preparam para abrir negociações comerciais com a Europa. A tensão sempre aumenta nesses momentos.

 

Putin declara que Snowden está na Rússia

O presidente russo Vladimir Putin declarou em uma coletiva de imprensa que o ex-técnico da CIA, Edward Snowden, está na Rússia, ainda na área de trânsito do aeroporto de Moscou.

Putin declarou que a Rússia não tem tratado de extradição com os EUA. O líder russo também declarou que Snowden não precisou nem de visto nem de passaporte para entrar no país, pois está em trânsito.

A Rússia não tem nenhum interesse em deter Edward Snowden. Segundo Putin, “ele é um homem livre, pode ir onde quiser.”

A Rússia não é considerada o “destino final” do ex-técnico da CIA, afirma o líder russo.

 

http://www.guardian.co.uk/world/video/2013/jun/25/putin-snowden-extradition-russia-us-video

Ex-agente da CIA deve ir para o Equador

Antes que os EUA pudessem por as mãos em Edward Snowden, o jovem de 29 anos deixou Hong Kong pela manhã a bordo do voo comercial  SU 213 para Moscou.

Segundo informações do The Guardian, ele pediu asilo político ao Equador. Ao chegar em Moscou, Snowden deixou o aeronave “sem ser visto”, mas o embaixador do Equador estava em sua busca. Há especulações de que viajará para Cuba e de lá para Quito.

Segundo Julian Assange, o ex-agente da CIA conta com apoio diplomático e legal do WikiLeaks.  Legalmente, enquanto espera pelo seu próximo destino, o norte-americano pode ficar na área de trânsito do aeroporto de Moscou.

Autoridades de Hong Kong afirmam que os documentos dos EUA que pedem a detenção de Snowden têm falhas jurídicas e não davam base legal suficiente para impedir que o agente deixasse o território.

Extradição de Snowden nas mãos de Hong Kong

Autoridades de Hong Kong devem decidir o destino de Edward Snowden, uma vez que os Estados Unidos pediram que ele seja detido.

Numa coletiva de imprensa no sábado (22),  o Comissário de Polícia de Hong Kong disse que o assunto deverá ser tratado de acordo com a lei.  Ele se recusou a declarar a responder se Snowden está num local seguro da polícia.

Em Washington, autoridades do governo norte-americano já confirmaram contato com Hong Kong com o objetivo de extraditar Snowden. A pressão diplomática aumentou uma vez que o governo norte-americano acusa o ex-agente de vazamento de informações baseado na lei contra espionagem.

Entre as opções legais em discussão, Snowden pode pedir asilo em Hong Kong e, existe a possibilidade de, ao considerar o crime político, se evitar a extradição para os EUA.

O caso será um teste para a autonomia de Hong Kong diante do poder da China. Snowden revelou que os EUA espionam a China, o que aumenta uma certa simpatia dos chineses pelo norte-americano.

Legalmente, assim que o território de Hong Kong receba o pedido formal de extradição, o juiz local emite uma ordem de prisão e a Polícia de Hong Kong deve agir, explicam especialistas jurídicos.

Mas há opções legais que podem ser exploradas, Hong Kong pode não encontrar uma lei equivalente à lei norte-americana. E recusar-se a entregar o ex-agente.

Snowden espera pela Islândia

Um milionário da Islândia, ligado ao grupo de ativistas do WikiLeaks, tem um avião preparado para trazer Edward Snowden caso ele ganhe asilo no país.

Snowden está em um endereço desconhecido em Hong Kong.

O grupo do WikiLeaks pede que a Islândia dê cidadania para o ex-agente da CIA e que ele não seja entregue aos EUA.

Via Huffington Post.

Estudantes da UMass Lowell ganham competição da NASA

Um robô que os estudantes da Universidade de Massachusetts-Lowell projetaram ganhou um concurso da NASA.

Os funcionários da escola dizem que a equipe projetou um robô que opera com um controle remoto para testar sua durabilidade e precisão em um terreno que imita a superfície de outro planeta.

O robô estava na sede de treinamento da NASA Houston para a recente competição, enquanto a equipe o controlava remotamente a partir do centro de robótica da escola.

Os alunos também ganharam um prêmio de 6.000 dólares por sua vitória.

Os funcionários da escola dizem que a equipe também fez uma campanha educativa sobre o concurso usando mídias sociais, o que ajudou a ganharem o primeiro lugar. 

Obama defende programa de vigilância nacional

Presidente Obama defendeu sua autorização de programas de vigilância nacionais e internacionais recentemente revelados, em comentários transmitidos na noite de ontem, mas rejeitou a sugestão de que suas políticas eram basicamente uma versão requentada das políticas da era Bush.

Equador negocia saída de Assange de embaixada em Londres

O ministro das Relações Exteriores do Equador chegou na Grã-Bretanha hoje (16) para conversar com a chancelaria britânica sobre o futuro do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que foi confinado à embaixada equatoriana em Londres há quase um ano.

Ricardo Patino manteve conversações com Assange no domingo e se reunirá com o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, na segunda-feira (17). Na quarta-feira, será um ano desde que o fundador do WikiLeaks entrou dramaticamente na embaixada em Knightsbridge, em uma tentativa de evitar a extradição para a Suécia para enfrentar acusações de agressão sexual e estupro, o que ele nega.

Em agosto do ano passado, o Equador concedeu-lhe asilo político, mas as autoridades britânicas deixaram claro que ele será preso se deixar o edifício.

Desde que Assange entrou na embaixada, a Polícia Metropolitana de Londres têm mantido vigilância por 24 horas, que custou mais de 3,3 milhões de libras aos cofres do Reino Unido.

Patino já havia acusado o governo britânico de desprezar os direitos humanos do cidadão australiano, recusando-se a permitir-lhe viajar para o Equador. Assange disse no ano passado que ele esperava que teria que esperar seis meses a um ano para um acordo que permitisse que ele deixasse a embaixada.

Ele teme que, ao responder às acusações na Suécia, ficaria vulnerável à extradição para os EUA.  Em solo norte-americano enfrentaria acusações relacionadas com os vazamentos do WikiLeaks, medos desmitidos pelos promotores suecos.

Uma porta-voz do Foreign Office ofereceu pouca esperança de um avanço, dizendo que estava “empenhada em buscar uma solução diplomática para esta situação”, mas acrescentou: “O Reino Unido tem uma obrigação legal de extraditar Assange para a Suécia para enfrentar questionamento sobre as acusações de crimes sexuais , e a polícia britânica deve cumprir isso. “

Assange elogiou Edward Snowden, que vazou documentos confidenciais sobre operações de vigilância dos Estados Unidos, como um “herói” e exortou os países a apoiá-lo, oferecendo-lhe asilo. Ele anteriormente disse a um entrevistador australiano para a ABC News que ele estava em “comunicação indireta com pessoas [ligadas a Snowden]”, mas se recusou a falar mais.

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Ministro do Equador chega a Londres para discutir futuro de Assange

Julian Assange and Ricardo Patino

A Guerra na Síria e Israel

52 dias depois de um general israelense declarar que a Síria usou armas químicas contra os rebeldes, a administração de Obama chegou à mesma conclusão para justificar o envio de armamentos para o lado das “vítimas”, informa Karl Vick da revista Time.

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, questionado sobre que papel seu país deverá exercer, respondeu que o envolvimento internacional não deve incluir Israel.

Por enquanto, o país acompanha com extremo interesse o desenvolvimento da tensão na Síria, monitorando a fronteira.

Mas é na área de inteligência que os dois países compartilham muitas informações. Um vídeo apresentado aos norte-americanos pelo general israelense aponta o uso do gás sarin pelo regime sírio.

O sarin é uma substância tóxica que ataca o sistema nervoso, usada em guerra química, e responsável pela morte de 12 pessoas em um ataque terrorista no metrô de Tóquio em 1995. O sarin deixou também, naquele ataque, 5 mil feridos.

Os EUA enviaram caças F-16 e mísseis para a Jordânia. Fizeram exercícios militares a cerca de 100 km da fronteira da Síria. Além disso, soldados norte-americanos e britânicos estão trabalhando juntos na região.

Há um clima de guerra no ar.