A reforma imigratória: o risco de uma nova oportunidade perdida

Em 2007 acompanhei o debate sobre a reforma imigratória com interesse. Vi, dia após dia, a possibilidade de 12 milhões de pessoas saírem do estado de “indocumentado” para, pelo menos, ganharem o  green card.

A cada eleição nos EUA, a esperança aumentava para os imigrantes, incluindo os brasileiros. Isso era tangível. Você via nos olhos das pessoas.

A cena se repete em 2013. Republicanos e democratas se sentam à mesa para negociar o futuro de milhões de pessoas. A única diferença está na figura do Presidente. Em 2007, quando a reforma não passou, Bush não teve nenhuma ação.  Obama já tem a seu favor um decreto de imigração aprovado sem a necessidade do Congresso em 2012: beneficiou mais de 150 mil pessoas.

O maior empecilho para a reforma imigratória atualmente são os parlamentares republicanos que não aceitam o projeto por achar que ele beneficia pessoas que “infringiram a lei”, e o grupo do partido Democrata que está ligado aos sindicatos.

O deputado republicano Raul Labrador é um dos que acusam esse grupo de Democratas. Ele está pessimista com a passagem da lei na Câmara.

É preciso, porém, entender que, se a lei não for aprovada, teremos um jogo de culpa estabelecido entre os dois partidos. Ninguém vai querer ser responsabilizado por esse insucesso. Nenhum partido vai querer pagar a conta.

A importância da reforma imigratória é uma questão eleitoral. O crescimento demográfico dos latinos salta aos olhos. O próximo presidente dos EUA terá que manter uma relação muito próxima com esse grupo.

Nesse segundo mandato de Obama, a esperança aumenta  para os imigrantes, incluindo os brasileiros. Isso é  tangível. Você vê nos olhos das pessoas.

Mas dessa vez espera-se que o Congresso tenha esse entendimento.

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