Prism: só a ponta do iceberg

Desde os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, o governo vem aumentando seu controle sobre todo tipo de movimentação. A tensão no governo Bush foi muito grande e foi usada para justificar a aprovação de um conjunto de leis chamadas Patriot Act.

Essas leis tinham. a princípio, o propósito de combater o terrorismo. Mas o alcance delas, sempre se soube, seria muito maior. É o preço a pagar por uma sociedade mais segura. Deu-se, nos anos Bush, todo poder ao que se chama o Big Brother, o irmão mais velho que lhe acompanha a cada passo do caminho.

Políticas públicas têm algo muito interessante: quando um governo assume, ele traz novas idéias, rejeita algumas antigas, mas nem tudo do governo anterior morre. A herança do governo Bush passou para Obama.

O Prism é só parte do que está aí. Há uma parte conservadora do governo que não mudou. Ela continua em Washington. Ir contra o Prism, que reúne informações de. praticamente, todas as redes sociais, segundo o Guardian, seria ir contra o sistema. E o Presidente não tem como ir contra o sistema. Ao usar o Prism, os serviços de informação não protegem também Obama e todo o governo dos EUA?

O problema é que o Prism é só a ponta do iceberg. Como mostra o gráfico do jornal inglês, informantes do governo norte-americano eram instruídos a usarem todos os dados possíveis.

new prism slide

O próprio  Obama faz a defesa do Prism: basicamente, se os norte-americanos querem se sentir mais seguros nos próximos anos, terão que viver sob a mira do Prism, a fim de evitar futuros ataques.

O que há para ser explorado é a mudança de tom do Presidente: vive-se debaixo de um regime democrático, mas sob vigilância, mesmo depois dos anos Bush.

O Big Brother venceu o discurso ideológico do jovem candidato democrata de 2008: Barack Hussein Obama.

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