Equador negocia saída de Assange de embaixada em Londres

O ministro das Relações Exteriores do Equador chegou na Grã-Bretanha hoje (16) para conversar com a chancelaria britânica sobre o futuro do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que foi confinado à embaixada equatoriana em Londres há quase um ano.

Ricardo Patino manteve conversações com Assange no domingo e se reunirá com o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, na segunda-feira (17). Na quarta-feira, será um ano desde que o fundador do WikiLeaks entrou dramaticamente na embaixada em Knightsbridge, em uma tentativa de evitar a extradição para a Suécia para enfrentar acusações de agressão sexual e estupro, o que ele nega.

Em agosto do ano passado, o Equador concedeu-lhe asilo político, mas as autoridades britânicas deixaram claro que ele será preso se deixar o edifício.

Desde que Assange entrou na embaixada, a Polícia Metropolitana de Londres têm mantido vigilância por 24 horas, que custou mais de 3,3 milhões de libras aos cofres do Reino Unido.

Patino já havia acusado o governo britânico de desprezar os direitos humanos do cidadão australiano, recusando-se a permitir-lhe viajar para o Equador. Assange disse no ano passado que ele esperava que teria que esperar seis meses a um ano para um acordo que permitisse que ele deixasse a embaixada.

Ele teme que, ao responder às acusações na Suécia, ficaria vulnerável à extradição para os EUA.  Em solo norte-americano enfrentaria acusações relacionadas com os vazamentos do WikiLeaks, medos desmitidos pelos promotores suecos.

Uma porta-voz do Foreign Office ofereceu pouca esperança de um avanço, dizendo que estava “empenhada em buscar uma solução diplomática para esta situação”, mas acrescentou: “O Reino Unido tem uma obrigação legal de extraditar Assange para a Suécia para enfrentar questionamento sobre as acusações de crimes sexuais , e a polícia britânica deve cumprir isso. “

Assange elogiou Edward Snowden, que vazou documentos confidenciais sobre operações de vigilância dos Estados Unidos, como um “herói” e exortou os países a apoiá-lo, oferecendo-lhe asilo. Ele anteriormente disse a um entrevistador australiano para a ABC News que ele estava em “comunicação indireta com pessoas [ligadas a Snowden]”, mas se recusou a falar mais.

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