Arquivo do mês: julho 2013

Paul Ryan: Votação da Lei de Imigração na Câmara só em outubro

Segundo o site Politico.com, a votação na Câmara da lei de imigração deverá ficar para outubro. Depois do recesso de agosto, a Câmara terá apenas nove dias de sessões em setembro, e já tem prioridades definidas. 

Em outubro, afirmou o deputado republicano Paul Ryan, os deputados deverão considerar a lei de imigração.

Feinstein: “Rússia está ganhando tempo” no caso Snowden

Ao dar asilo temporário ao ex-técnico da CIA Edward Snowden, a Rússia está apenas ganhando tempo. A opinião é da Presidente do Comitê de Inteligência do Senado, Dianne Feinstein. 

Como no filme O Terminal, o personagem da trama fica isolado em uma zona de trânsito do aeroporto sem poder entrar no país de destino. Assim tem sido a vida de Snowden. Mas pode mudar: há indícios que, mesmo sem passaporte norte-americano, que foi cancelado pelo governo dos EUA, o “espião” conseguiria entrar na Rússia. 

A Senadora norte-americana alerta que a Rússia quer informações que o ex-agente tenha. E lembra que Putin dirigiu a KGB, a agência de inteligência russa, o equivalente à CIA dos EUA.

A semana que se inicia deverá mostrar a posição russa.

Nota

Cécile Kyenge — uma imigrante do Congo que vive na Itália desde 1983 — foi designada Ministra da Integração em abril. Mas os mais de dois meses no poder têm se revelado um verdadeiro teste para a primeira ministra negra … Continuar lendo

Rússia pressionada para entregar Snowden

Edward Snowden deverá deixar a Rússia assim que apareça uma oportunidade. A pressão dos EUA estão aumentando para que nenhum país aceite seu pedido de asilo. O Presidente russo Vladimir Putin declarou que Snowden chegou à Rússia sem ser convidado.

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A agência russa ITAR-TASS afirma que os EUA conseguiram isolar Snowden, pois outros países não autorizariam seu voo por seus territórios. A Rússia daria asilo ao ex-agente da CIA, mas sob a condição de que ele parasse de revelar informações sigilosas dos EUA para a mídia. Acredita-se que a melhor opção para ele seja a Venezuela, pois o país está em constante oposição ao império norte-americano.

O caso Zimmerman-Martin explicado e as veias abertas dos EUA

Em 26 de fevereiro de 2012, George Zimmerman atirou e matou um adolescente negro desarmado, Trayvon Martin, no que Zimmerman diz que foi em legítima defesa. O furor que se seguiu consumiu o país e provocou um re-exame de armas de fogo, raça e as leis de auto-defesa promulgadas em quase metade dos Estados Unidos.

Enquanto Zimmerman estava mantendo sua privacidade, seus detratores o definiram como um participante do programa de segurança comunitária que tinha decidido que Martin era suspeito só porque ele era negro. Depois Zimmerman foi finalmente preso sob a acusação de homicídio em segundo grau mais de seis semanas após o tiroteio, os promotores retrataram-no como um homem violento e furioso que desrespeitou autoridade, perseguindo um jovem de 17 anos.

Julgado ontem (13) pela Justiça da Flórida, Zimmerman foi absolvido pelo júri. Mas os defensores dos direitos civis tomaram o caso como uma bandeira contra o racismo e as leis injustas do país.

Ainda que esteja resolvido legalmente na Flórida, a repercussão nacional é intensa. O Departamento de Justiça em Washington está investigando o caso e Zimmerman poderá necessitar de um advogado para se defender de novas acusações do mesmo incidente.

Primeiro presidente negro dos EUA, Obama disse em fevereiro de 2012 que se tivesse um filho, ele pareceria com Trayvon. Logo após o veredito o Presidente chamou a morte do rapaz uma “tragédia” nacional e lembrou que os EUA são “uma nação de leis”.

Pela demonstração de força dos protestos em várias metrópoles norte-americanas e pelo significado dessa morte, é bem possível que o caso Zimmerman esteja sendo agora de fato aberto, nacionalmente.

A situação do Egito

O Egito é o maior e mais importante país no mundo árabe. O desenrolar das próximas semanas terá um impacto político e econômico em toda a região e servirá como modelo para outros países.

O que ficou evidente pelo governo Obama foi a necessidade de não qualificar a manobra do Exército como “golpe”, o que exigiria o corte de recursos dos EUA enviados ao país. Há interesses norte-americanos na manutenção do tratado de paz entre Israel e o Egito, o controle do Canal de Suez e a cooperação do país na luta contra o terrorismo.

O Exército do Egito era o negociador mais interessante para os EUA com base nesse cálculo diplomático.

A máquina de propaganda dos EUA

As máquinas de propaganda dos Estados Unidos contam com uma estrutura invejável. Agências de notícia, grandes jornais internacionais e alguns correspondentes internacionais jogam o jogo do poder. O poder fica em Washington.

O governo norte-americano utiliza de diversos canais para divulgar a mesma mensagem. Tem o poder de desestabilizar governos eleitos pelo povo e minar economias em ascensão.

Mesmo as guerras mais sangrentas são vencidas com base na informação, nem sempre verdadeira, muitas vezes, parcial.  Veículos de comunicação dos EUA, segundo  o jornalista Glenn Greenwald, do Guardian, estão tentando trabalhar negativamente a imagem de Edward Snowden.

O objetivo número um é tentar provar uma conexão do norte-americano com a China ou a Rússia. Se Snowden repassou informações para esses governos, ele terá chance zero diante da opinião pública dos EUA.

O reclame internacional do Brasil aparece depois que a Alemanha e outros países da Europa identificaram o mesmo problema: sabe-se que a espionagem existe, mas não se imaginava que o Império a utilizaria para monitorar seus próprios aliados.

No tabuleiro das relações internacionais dos EUA, o Brasil marcou gol contra quando recebeu e se aproximou da figura de Ahmadinejad, o presidente do Irã na era Lula.  Dilma se aproximou muito mais de Obama, e tem nova visita marcada para outubro (já esteve com ele em abril de 2012).

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A crise de relações entre EUA e Brasil é passageira. Servirá para mudar o foco das mudanças políticas e da onda de manifestações no Brasil.