Arquivo do dia: 14/07/2013

O caso Zimmerman-Martin explicado e as veias abertas dos EUA

Em 26 de fevereiro de 2012, George Zimmerman atirou e matou um adolescente negro desarmado, Trayvon Martin, no que Zimmerman diz que foi em legítima defesa. O furor que se seguiu consumiu o país e provocou um re-exame de armas de fogo, raça e as leis de auto-defesa promulgadas em quase metade dos Estados Unidos.

Enquanto Zimmerman estava mantendo sua privacidade, seus detratores o definiram como um participante do programa de segurança comunitária que tinha decidido que Martin era suspeito só porque ele era negro. Depois Zimmerman foi finalmente preso sob a acusação de homicídio em segundo grau mais de seis semanas após o tiroteio, os promotores retrataram-no como um homem violento e furioso que desrespeitou autoridade, perseguindo um jovem de 17 anos.

Julgado ontem (13) pela Justiça da Flórida, Zimmerman foi absolvido pelo júri. Mas os defensores dos direitos civis tomaram o caso como uma bandeira contra o racismo e as leis injustas do país.

Ainda que esteja resolvido legalmente na Flórida, a repercussão nacional é intensa. O Departamento de Justiça em Washington está investigando o caso e Zimmerman poderá necessitar de um advogado para se defender de novas acusações do mesmo incidente.

Primeiro presidente negro dos EUA, Obama disse em fevereiro de 2012 que se tivesse um filho, ele pareceria com Trayvon. Logo após o veredito o Presidente chamou a morte do rapaz uma “tragédia” nacional e lembrou que os EUA são “uma nação de leis”.

Pela demonstração de força dos protestos em várias metrópoles norte-americanas e pelo significado dessa morte, é bem possível que o caso Zimmerman esteja sendo agora de fato aberto, nacionalmente.

A situação do Egito

O Egito é o maior e mais importante país no mundo árabe. O desenrolar das próximas semanas terá um impacto político e econômico em toda a região e servirá como modelo para outros países.

O que ficou evidente pelo governo Obama foi a necessidade de não qualificar a manobra do Exército como “golpe”, o que exigiria o corte de recursos dos EUA enviados ao país. Há interesses norte-americanos na manutenção do tratado de paz entre Israel e o Egito, o controle do Canal de Suez e a cooperação do país na luta contra o terrorismo.

O Exército do Egito era o negociador mais interessante para os EUA com base nesse cálculo diplomático.