Os dilemas de Obama

Eleito por uma maioria cansado do governo de guerras do Governo Bush e oito anos de recessão, Obama adota algumas medidas contrárias ao seu discurso:

1.Guantánamo: prometeu fechar, adiou. Obama assinou um decreto logo no início do mandato que estipulava um ano para fechamento da prisão. Por vários entraves, a decisão ficou só no papel e a “vida” continua no campo de detenção.

2.Imigração: as deportações foram maiores em números no governo Obama do que no governo de Bush. Eram estimativas de início de governo E continuam verdadeiras hoje. Até 2014 deverão ser 2 milhões de pessoas deportadas. Para passar a lei de imigração no Congresso entre os republicanos, o Presidente norte-americano prometeu fechar a fronteira com o México e aumentar deportações. Resta agora o cumprimento da promessa pelos republicanos.

3.Guerras: ao terminar as guerras do Iraque e do Afeganistão, Obama prometia abrir uma nova era de relações internacionais mais equilibradas no mundo. Não é o que acontece na prática. A Primavera Árabe foi o instrumento utilizado pela CIA para derrubar governos que não mais interessavam os EUA no Oriente Médio. Não funcionou na Síria, que agora terá uma intervenção militar.

O ideal do presidente pacifista fica distante da realidade militar. Mas é bom lembrar que o Secretário de Defesa do governo Bush, Robert Gates, foi mantido no cargo até julho de 2011 em uma espécie de acordo com os republicanos.

Os comentários estão desativados.