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Paul Ryan: Votação da Lei de Imigração na Câmara só em outubro

Segundo o site Politico.com, a votação na Câmara da lei de imigração deverá ficar para outubro. Depois do recesso de agosto, a Câmara terá apenas nove dias de sessões em setembro, e já tem prioridades definidas. 

Em outubro, afirmou o deputado republicano Paul Ryan, os deputados deverão considerar a lei de imigração.

Feinstein: “Rússia está ganhando tempo” no caso Snowden

Ao dar asilo temporário ao ex-técnico da CIA Edward Snowden, a Rússia está apenas ganhando tempo. A opinião é da Presidente do Comitê de Inteligência do Senado, Dianne Feinstein. 

Como no filme O Terminal, o personagem da trama fica isolado em uma zona de trânsito do aeroporto sem poder entrar no país de destino. Assim tem sido a vida de Snowden. Mas pode mudar: há indícios que, mesmo sem passaporte norte-americano, que foi cancelado pelo governo dos EUA, o “espião” conseguiria entrar na Rússia. 

A Senadora norte-americana alerta que a Rússia quer informações que o ex-agente tenha. E lembra que Putin dirigiu a KGB, a agência de inteligência russa, o equivalente à CIA dos EUA.

A semana que se inicia deverá mostrar a posição russa.

Nota

Cécile Kyenge — uma imigrante do Congo que vive na Itália desde 1983 — foi designada Ministra da Integração em abril. Mas os mais de dois meses no poder têm se revelado um verdadeiro teste para a primeira ministra negra … Continuar lendo

O caso Zimmerman-Martin explicado e as veias abertas dos EUA

Em 26 de fevereiro de 2012, George Zimmerman atirou e matou um adolescente negro desarmado, Trayvon Martin, no que Zimmerman diz que foi em legítima defesa. O furor que se seguiu consumiu o país e provocou um re-exame de armas de fogo, raça e as leis de auto-defesa promulgadas em quase metade dos Estados Unidos.

Enquanto Zimmerman estava mantendo sua privacidade, seus detratores o definiram como um participante do programa de segurança comunitária que tinha decidido que Martin era suspeito só porque ele era negro. Depois Zimmerman foi finalmente preso sob a acusação de homicídio em segundo grau mais de seis semanas após o tiroteio, os promotores retrataram-no como um homem violento e furioso que desrespeitou autoridade, perseguindo um jovem de 17 anos.

Julgado ontem (13) pela Justiça da Flórida, Zimmerman foi absolvido pelo júri. Mas os defensores dos direitos civis tomaram o caso como uma bandeira contra o racismo e as leis injustas do país.

Ainda que esteja resolvido legalmente na Flórida, a repercussão nacional é intensa. O Departamento de Justiça em Washington está investigando o caso e Zimmerman poderá necessitar de um advogado para se defender de novas acusações do mesmo incidente.

Primeiro presidente negro dos EUA, Obama disse em fevereiro de 2012 que se tivesse um filho, ele pareceria com Trayvon. Logo após o veredito o Presidente chamou a morte do rapaz uma “tragédia” nacional e lembrou que os EUA são “uma nação de leis”.

Pela demonstração de força dos protestos em várias metrópoles norte-americanas e pelo significado dessa morte, é bem possível que o caso Zimmerman esteja sendo agora de fato aberto, nacionalmente.

A situação do Egito

O Egito é o maior e mais importante país no mundo árabe. O desenrolar das próximas semanas terá um impacto político e econômico em toda a região e servirá como modelo para outros países.

O que ficou evidente pelo governo Obama foi a necessidade de não qualificar a manobra do Exército como “golpe”, o que exigiria o corte de recursos dos EUA enviados ao país. Há interesses norte-americanos na manutenção do tratado de paz entre Israel e o Egito, o controle do Canal de Suez e a cooperação do país na luta contra o terrorismo.

O Exército do Egito era o negociador mais interessante para os EUA com base nesse cálculo diplomático.

O caso Edward Snowden visto pela imprensa norte-americana

Trecho de texto da Revista “Time”:

“Uma vez que ele admitiu violar as leis dos EUA que proíbem a divulgação de informações classificadas da administração pública, Edward Snowden acredita que vários direitos são garantidos a ele, incluindo o asilo, um passaporte e liberdade de acusação. Na semana passada, em uma declaração em que pede o apoio do povo americano para sua defesa, ele escreveu:

“Embora eu esteja condenado por nada, [o governo dos EUA] revogou unilateralmente o meu passaporte, me deixando um apátrida. Sem qualquer ordem judicial, o governo agora pretende me proibir de um direito básico. Um direito que pertence a todos. O direito de requerer asilo.”

Mas o argumento de Snowden não está indo muito bem diante da opinião pública norte-americana, que parece mais inclinada à visão do governo de que Snowden é um fugitivo da justiça criminal e, portanto, sujeito à aplicação da lei. Vários apoiadores de Snowden organizaram protestos em 4 de julho em cidades de todo os EUA, mas a participação total foi de cerca de 3.000. Na capital, em Washington DC, se reuniram cerca de 400 pessoas.

A Venezuela, a Nicarágua e a Bolívia ofereceram asilo a Snowden, e as autoridades russas disseram que se um desses países em questão lhe dê documentos de viagem, ele terá permissão para deixar o aeroporto em Moscou.

Ainda que seja um fugitivo, o norte-americano conseguiu jogar em discussão princípios de privacidade e segurança. Até que ponto as agências de inteligência podem invadir a Web em busca de possíveis ameaças nacionais?

Talvez a melhor opção de Snowden seja o auto-exílio na Venezuela ou na Nicarágua. Talvez seus interesses públicos e privados serão melhores servidos fugindo para lá. Mas quem sabe quais as pressões e os incentivos que os EUA poderiam dar para os futuros governos desses países? E quem sabe quais os requisitos que os governos podem impor a Snowden?” 

 

 

Egito: situação política tensa com domínio do Exército

Hosni Mubarak foi derrubado por manifestações de massa conduzidas no que se convencionou chamar de Primavera Árabe. O Egito vive uma reedição daquela Primavera: Mohammed Morsi tem agora o mandato ameaçado. 

As forças de oposição pedem a renúncia de Morsi até o final do dia de hoje. O Presidente Obama declarou que “democracia é muito mais do que eleições”. Enquanto isso a Irmandade Muçulmana dá seu apoio ao governo de Morsi.

Numa avaliação rápida, fica claro que o resultado da Primavera Árabe não foi exatamente o desejo dos Estados Unidos. Trocou-se o ruim pelo pior. Ditador por ditador. O próximo passo parece ser derrubar esse governo à base da força militar. 

Nas ruas o povo pede pela antecipação das eleições e a renúncia do atual presidente egípcio. Afirmam que o diálogo não é mais a solução.

Guardian: EUA espionam a Europa

A Alemanha reclama que os EUA estão tratando os aliados europeus como “inimigos da época da Guerra Fria”. A revista Der Spiegel traz documentos que revelam que os EUA, através do programa Prism, está tratando com a Alemanha como se tratasse com a China, o Iraque ou mesmo a Arábia Saudita. 

Evidentemente, os fatos incomodam os aliados europeus. Esperavam mais de uma administração Obama. A França considera esses fatos “inaceitáveis”. 

As informações vem à tona enquanto os EUA se preparam para abrir negociações comerciais com a Europa. A tensão sempre aumenta nesses momentos.

 

Extradição de Snowden nas mãos de Hong Kong

Autoridades de Hong Kong devem decidir o destino de Edward Snowden, uma vez que os Estados Unidos pediram que ele seja detido.

Numa coletiva de imprensa no sábado (22),  o Comissário de Polícia de Hong Kong disse que o assunto deverá ser tratado de acordo com a lei.  Ele se recusou a declarar a responder se Snowden está num local seguro da polícia.

Em Washington, autoridades do governo norte-americano já confirmaram contato com Hong Kong com o objetivo de extraditar Snowden. A pressão diplomática aumentou uma vez que o governo norte-americano acusa o ex-agente de vazamento de informações baseado na lei contra espionagem.

Entre as opções legais em discussão, Snowden pode pedir asilo em Hong Kong e, existe a possibilidade de, ao considerar o crime político, se evitar a extradição para os EUA.

O caso será um teste para a autonomia de Hong Kong diante do poder da China. Snowden revelou que os EUA espionam a China, o que aumenta uma certa simpatia dos chineses pelo norte-americano.

Legalmente, assim que o território de Hong Kong receba o pedido formal de extradição, o juiz local emite uma ordem de prisão e a Polícia de Hong Kong deve agir, explicam especialistas jurídicos.

Mas há opções legais que podem ser exploradas, Hong Kong pode não encontrar uma lei equivalente à lei norte-americana. E recusar-se a entregar o ex-agente.

Snowden espera pela Islândia

Um milionário da Islândia, ligado ao grupo de ativistas do WikiLeaks, tem um avião preparado para trazer Edward Snowden caso ele ganhe asilo no país.

Snowden está em um endereço desconhecido em Hong Kong.

O grupo do WikiLeaks pede que a Islândia dê cidadania para o ex-agente da CIA e que ele não seja entregue aos EUA.

Via Huffington Post.