Arquivo da categoria: Eleições 2008

Dólar sobe, gasolina desce e Obama continua caminhada

Três notícias boas, altamente positivas para os brasileiros no exterior: o dólar fechou hoje em 2,19 reais. Faz muito tempo que não vemos o dólar num valor tão alto.

A gasolina nos postos de Massachusetts hoje está abaixo dos 4 dólares. Ela já pode ser encontrada a 3,19 dólares por galão, ou seja, cerca de 4 litros. Representa mais dinheiro no bolso.

A Huffington Post apresenta dados que mostram o favoritismo de Barack Obama nos estados decisivos para a eleição de 4 de novembro. McCain tem um mês para virar a eleição, uma tarefa quase impossível. Link: http://www.huffingtonpost.com/2008/10/06/more-polls-show-obama-lea_n_132153.html.

ps-A notícia péssima foi a derrota de Fernando Borges para a Prefeitura de Arroio do Silva, Santa Catarina. Mas dias melhores virão.

ps2-A aprovação do pacote de 700 bilhões parece não ter cessado a queda nas bolsas. Esperemos pela terça.

Romanna Remor vence disputa eleitoral em Criciúma

Candidata à Câmara de Vereadores de Criciúma, Santa Catarina, a professora Romanna Remor foi eleita ontem (5) vereadora para o mandato de 2009. Romanna estudou política nos Estados Unidos no estado de Utah. De lá partiu para uma missão especial em 2000: foi candidata à prefeita pelo PFL, mas não se elegeu.

Romanna é antes de tudo uma grande cidadã pelo esforço pessoal e a nobreza. Trabalhei com Romanna na época em que ela lecionava inglês e decidiu vir para os Estados Unidos, com grandes sonhos.

Ver esses sonhos se realizando me deixam muito feliz. Parabéns, Romanna!

ps-O Blog de André Abreu tem o link para o blog de Romanna no canto direito. Ele estava desativado devido à legislação eleitoral brasileira. Deve voltar a funcionar em breve.

Visita do Deputado Estadual Jamie na Rossini’s de Sudbury

Deputado Estadual em campanha pelo Senado Estadual em Massachusetts, Jamie Eldridge esteve na Rossini’s, e fez mais amigos brasileiros.

Leia aqui.

McCain vai ao debate de hoje

O candidato republicano mudou de idéia. Ele vai,sim, ao debate!

O Pedro Dória aborda o vai-e-vem da campanha hoje aqui.

Crise em Wall Street atrapalha republicanos

Nunca na história desse país, parafraseando outro político, se viu o Partido Republicano tão perdido quanto nesta semana. Com a crise financeira de Wall Street e o Deus-me-acuda do mercado, a vantagem é seguramente de Barack Obama.

A mais recente notícia dá conta de que um assessor da campanha do Senador McCain estava recebendo dinheiro do Freddie Mac, um dos bancos que agora será socorrido pelo governo federal.

Para completar, a candidata à vice, Sarah Palin, agora menos badalada, deu uma entrevista à Katie Couric (a primeira mulher no comando de um telejornal nos EUA) em que defende o assessor (veja trecho da entrevista abaixo) e diz que o público norte-americano não quer ouvir as opiniões de Obama sobre a crise, mas o que John McCain tem a dizer.

O primeiro debate presidencial aconteceria hoje(26), mas McCain não irá aparecer. O candidato republicano suspendeu a campanha devido à crise de Wall Street e deverá ficar em Washington votando o pacote de ajuda do governo Bush, que injetará 700 bilhões de dólares na economia norte-americana a fim de salvar os bancos e seguradoras afetados. O evento, que acontece em Mississippi, será um prato cheio para Obama.

Eleições 2008: McCain domina o jogo

– A crise no mercado financeiro abre a semana. Há duas leituras a serem feitas: uma crise financeira de quebradeira de bancos como essa poderia favorecer Obama, por caracterizar que o governo Bush pouco ou nada fez para evitar o colapso do mercado financeiro.

– A segunda leitura é ruim para Obama: numa crise séria os norte-americanos votariam em alguém que já conhecem, e se recusariam a mudar o jogo. Se a crise for séria demais, os republicanos levam novamente a Casa Branca.

– Mesmo com as falhas de Bush como Presidente, ele ainda encontra suporte entre gente que se diz inteligente. Numa leitura bem simples, o norte-americano bem de vida gosta da política de impostos baixos para os ricos. Vota pelo bolso.

– McCain domina o jogo político por ousar no novo: a escolha de uma mulher sem experiência política para sua chapa. Foi a melhor cartada dos republicanos até agora. Para virar o jogo Obama precisa de um fato novo. A crise bancária não parece ser o trampolim necessário. McCain precisa deixar algum “furo” ou Obama vai sofrer para subir mais nas pesquisas e conquistar eleitores indecisos.

Matt Damon ataca Palin como “péssimo filme da Disney”

“Uma mãe sem experiência política que vive no Alasca chega a Washington e assume a Casa Branca”, assim resume o ator Matt Damon, natural de Boston, sobre a candidatura de Sarah Palin à vice presidência caso os Republicanos vençam e McCain faleça.

Matt fala do desastre que seria em ter uma pessoa como ela na Presidência lidando com líderes como Vladimir Putin.

McCain passa Obama

São 4 pontos que separam o republicano John McCain de Barack Obama. A tendência é natural, logo depois da Convenção do Partido Republicano o candidato deve crescer. Aconteceu com Obama, aconteceu com McCain.

Os números são os seguintes: 49 contra 45.

(E em São Paulo, vejam o crescimento de Kassab.)

Sarah Palin e seu desempenho ontem

O discurso foi forte, principalmente para uma iniciante na política nacional. Palin se projetou muito bem, se não for agora, certamente num futuro próximo ela ganhará um papel ainda mais importante dentro do Partido Republicano.

Palin entrou como uma incógnita, mas passa a ser, principalmente após seu discurso de ataque a Obama (“Inexperiente”, segundo ela), a voz da direita radical dos Estados Unidos. E, por ser mulher, ocupa um espaço privilegiado: ela é agora a Hillary Clinton dos Republicanos.

Seu erro mais drástico está ao chamar os líderes comunitários (Obama foi um em Chicago, antes de se tornar senador) de pessoas sem responsabilidade. Para ela, os verdadeiros heróis são os prefeitos.

Pedro Doria traz uma análise muito boa aqui. Confira!

Vice de McCain oferece riscos, mas partido está coeso

Sarah Palin é a vice na chapa de McCain mais badalada da história do Partido Republicano. A conservadora Palin era desconhecida até a sexta-feira passada do público nos Estados Unidos. Hoje ela vive dias de extrema expectativa e de questionamentos: o que levou McCain a escolher uma vice com menos experiência do que Barack Obama? Quais são suas credenciais para assumir um dos postos mais importantes do país?

Mesmo sem as respostas a essas perguntas, o certo é que o Partido Republicano deve mantê-la na chapa. De desconhecida à primeira mulher em uma chapa presidencial Republicana, ela passou a ter sua vida examinada 24 horas. E virou uma espécie de vítima da mídia.

Barack sabe disso. E já avisou que não tocará em questões familiares (“a família está fora disso”). Quanto mais Sarah Palin for investigada (não, ela não foi filiada ao Partido de Independência do Alasca, dizem os oficiais do partido agora), mais forte ela poderá se tornar.

Se ao levantar o assunto da gravidez da filha de 17 anos, algum líder Democrata pensa que estará lucrando, engana-se. Palin, como mulher, pode ter a chance que a ex-primeira-dama Hillary Clinton não teve. Por uma simples razão, ninguém tem dó dos Clintons, que acumularam poder, influência e dinheiro em seus dois mandatos e Hillary ainda é Senadora por Nova York, afinal de contas.

Quanto a Palin, seu charme e sua falta de desgaste perante o eleitor pode colocá-la como uma parceira ideal para o Senador John McCain. No fundo o que o Senador pelo Arizona quer dizer e que, enquanto Obama falou em mudança, não teve a ousadia de escolher Hillary como vice.

O importante nos dois casos é que os Democratas saíram coesos com o apoio dos Clintons a Obama na semana passada, e agora os Republicanos saem da Convenção coesos para apoiar Sarah Palin, custe o que custar.

(A candidata a vice na chapa de McCain fala na noite de hoje. A atenção está voltada a Saint Paul, sede da Convenção Republicana.)