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Senador republicano Marco Rubio discursa em favor da reforma imigratória

Em um discurso destinado a dar uma vitória no Senado para a reforma de imigração pouco antes da votação histórica e para reforçar sua carreira política nacional em florescimento, o senador Marco Rubio, R-Flórida, disse que a partir do plenário do Senado, “Eu apoio essa reforma, não apenas porque eu acredito na imigrantes, mas porque acredito nos EUA ainda mais “.
O discurso emocional construído sobre seus meses de suporte para Grupo dos Oito do Senado, a favor da 8 de lei de imigração. A legislação que Rubio ajudou a escrever fornece um caminho para a cidadania para 11 milhões de imigrantes sem documentos e aumenta o orçamento para pagar mais agentes na fronteira. No passado, Rubio abordava principalmente o debate sobre o impacto econômico e segurança da nação. No discurso, ele falou com o coração, contou a sua própria história familiar ao imigrar de Cuba.
“Meu pai pediu que alguém foneticamente escrevesse em um pequeno pedaço de papel as palavras “eu estou procurando trabalho”, disse Rubio. “Ele memorizou essas palavras. Aqueles eram literalmente as primeiras palavras que aprendeu a falar em inglês. ”
O senador esboçou a experiência de sua família, também compartilhada em seu livro “An American Son”, de vir para a América e à procura de uma vida melhor, ainda que com “saudades de Cuba”.

Ele lembrou de uma “noite mágica em 1969”, quando Neil Armstrong, pisou na lua e como sua mãe percebeu que “nada é impossível”.

“Antes eles já se tornaram cidadãos, em seus corações, eles já haviam se tornado norte-americanos”, disse ele. “Ela nos lembra que às vezes nos concentramos tanto sobre como os imigrantes poderiam mudar o país.”
O senador conservador, que enfatizou a aplicação leis para manter um controle de fronteira rigoroso durante todo o debate, citou a Estátua da Liberdade, citando o poema, como um exemplo da América que acolheu muitos imigrantes.
“Por mais de 200 anos eles vêm em busca de liberdade e independência, com certeza”, disse ele. “Mas, muitas vezes, apenas em busca de um emprego para alimentar seus filhos e uma chance de uma vida melhor. Da Irlanda e Polônia, da Alemanha e da França, do México e Cuba, eles vieram. ”
“Eles vieram porque na terra de seu nascimento, seus sonhos eram maiores do que as suas oportunidades. Aqui eles trouxeram sua língua e seus costumes, suas religiões e suas músicas, e de alguma forma eles fizeram o nosso bem “, disse Rubio. “Mesmo com todos os nossos desafios, que permanecem brilhando cidade em uma colina. Somos ainda a esperança do mundo. Vá para nossas fábricas e nossos campos, vá para as cozinhas e locais de construção, vá para as cafeterias nesta capital e lá você vai achar que o milagre dos EUA ainda está vivo.”
“Aqui gerações de sonhos não realizados, finalmente, virão a acontecer”, disse ele.

A reforma imigratória: o risco de uma nova oportunidade perdida

Em 2007 acompanhei o debate sobre a reforma imigratória com interesse. Vi, dia após dia, a possibilidade de 12 milhões de pessoas saírem do estado de “indocumentado” para, pelo menos, ganharem o  green card.

A cada eleição nos EUA, a esperança aumentava para os imigrantes, incluindo os brasileiros. Isso era tangível. Você via nos olhos das pessoas.

A cena se repete em 2013. Republicanos e democratas se sentam à mesa para negociar o futuro de milhões de pessoas. A única diferença está na figura do Presidente. Em 2007, quando a reforma não passou, Bush não teve nenhuma ação.  Obama já tem a seu favor um decreto de imigração aprovado sem a necessidade do Congresso em 2012: beneficiou mais de 150 mil pessoas.

O maior empecilho para a reforma imigratória atualmente são os parlamentares republicanos que não aceitam o projeto por achar que ele beneficia pessoas que “infringiram a lei”, e o grupo do partido Democrata que está ligado aos sindicatos.

O deputado republicano Raul Labrador é um dos que acusam esse grupo de Democratas. Ele está pessimista com a passagem da lei na Câmara.

É preciso, porém, entender que, se a lei não for aprovada, teremos um jogo de culpa estabelecido entre os dois partidos. Ninguém vai querer ser responsabilizado por esse insucesso. Nenhum partido vai querer pagar a conta.

A importância da reforma imigratória é uma questão eleitoral. O crescimento demográfico dos latinos salta aos olhos. O próximo presidente dos EUA terá que manter uma relação muito próxima com esse grupo.

Nesse segundo mandato de Obama, a esperança aumenta  para os imigrantes, incluindo os brasileiros. Isso é  tangível. Você vê nos olhos das pessoas.

Mas dessa vez espera-se que o Congresso tenha esse entendimento.

Número de imigrantes cresce em Massachusetts, afirma American Community Survey

Do Boston Globe, edição de segunda-feira, 5 de outubro, por Maria Sacchetti: 

“A população imigrante de Massachusetts aumentou no ano passado no meio da recessão, contrariando uma tendência nacional que mostrou um declínio nos residentes estrangeiros, pela primeira vez em décadas.

O aumento modesto em Massachusetts de 2,5 por cento de imigrantes tem intrigado pesquisadores e ativistas comunitários, pois os números caíram em outros estados, incluindo Califórnia, Flórida, e o vizinho estado de Rhode Island, de acordo com o Censo 2008 do American Community Survey.”

A interessante matéria traz ainda dados surpreendentes sobre Framingham:

“Em nenhum lugar o registro de imigrantes mais surpreendente do que em Framingham, onde o número estimado de imigrantes subiu de 15.037 para 17.727 ano passado, tornando-se cerca de um quarto da população da cidade de 69.000. Alguns defensores dos imigrantes tinham avisado que muitos iriam se mudar para o Brasil, o país natal do maior grupo de imigrantes na cidade, por causa da economia e porque aqueles que estavam aqui ilegalmente haviam abandonado a esperança para a residência legal.”

Continue a leitura em inglês aqui.

Imigrantes indocumentados lideram oposição ao Censo 2010 nos EUA

Há uma grande batalha a ser vencida pelos organizadores do Censo 2010: conscientizar os imigrantes indocumentados nos Estados Unidos de que a participação no Censo é positiva para eles. Hoje a onda está no lado contrário.

Um número crescente de lideranças brasileiras na região de Boston questiona o Censo. E, da forma como o panorama está atualmente, o boicote promete ser grande. Confira matéria no G1.

Atualização: a reação dos imigrantes indocumentados levou a um apoio dos meios de comunicação e entidades brasileiras ao Censo de 2010.

Pessoalmente, entendo que a não participação no Censo dos EUA em 2010 não trará benefício nenhum à sociedade em geral, sociedade essa composta por cidadão, residentes legais e imigrantes indocumentados.

A participação ao Censo indicará aos governantes dos Estados Unidos onde os recursos devem ser aplicados.  A participação no Censo é um passo para a legalização!

Reforma imigratória só em 2010

Leia  aqui.

Governo Obama continua a intensificar programa Bush de deportação

Enquanto milhões aguardam pela aprovação de uma lei de imigração, há 150 imigrantes esperando deportação devido à prisão por violação de leis de trânsito, alguns por dirigir sem carteira. Deu no New York Times.

Chefe de gabinete de Obama acredita que imigração não passa no Congresso

A reforma imigratória não tem votos suficientes no Congresso. A frase é do chefe de gabinete de Obama, Rahm Emmanuel e está no Los Angeles Times. Dita por alguém de posição como ele, antes da reunião de Obama com os congressistas, a frase parece ir contra a linha otimista do próprio chefe.

Emmanuel, político de longa experiência em Washington e que conhece o núcleo do poder, afirma que se houvesse votos suficientes para a votação, não haveria necessidade para a reunião de hoje.