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Rússia pressionada para entregar Snowden

Edward Snowden deverá deixar a Rússia assim que apareça uma oportunidade. A pressão dos EUA estão aumentando para que nenhum país aceite seu pedido de asilo. O Presidente russo Vladimir Putin declarou que Snowden chegou à Rússia sem ser convidado.

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A agência russa ITAR-TASS afirma que os EUA conseguiram isolar Snowden, pois outros países não autorizariam seu voo por seus territórios. A Rússia daria asilo ao ex-agente da CIA, mas sob a condição de que ele parasse de revelar informações sigilosas dos EUA para a mídia. Acredita-se que a melhor opção para ele seja a Venezuela, pois o país está em constante oposição ao império norte-americano.

A máquina de propaganda dos EUA

As máquinas de propaganda dos Estados Unidos contam com uma estrutura invejável. Agências de notícia, grandes jornais internacionais e alguns correspondentes internacionais jogam o jogo do poder. O poder fica em Washington.

O governo norte-americano utiliza de diversos canais para divulgar a mesma mensagem. Tem o poder de desestabilizar governos eleitos pelo povo e minar economias em ascensão.

Mesmo as guerras mais sangrentas são vencidas com base na informação, nem sempre verdadeira, muitas vezes, parcial.  Veículos de comunicação dos EUA, segundo  o jornalista Glenn Greenwald, do Guardian, estão tentando trabalhar negativamente a imagem de Edward Snowden.

O objetivo número um é tentar provar uma conexão do norte-americano com a China ou a Rússia. Se Snowden repassou informações para esses governos, ele terá chance zero diante da opinião pública dos EUA.

O reclame internacional do Brasil aparece depois que a Alemanha e outros países da Europa identificaram o mesmo problema: sabe-se que a espionagem existe, mas não se imaginava que o Império a utilizaria para monitorar seus próprios aliados.

No tabuleiro das relações internacionais dos EUA, o Brasil marcou gol contra quando recebeu e se aproximou da figura de Ahmadinejad, o presidente do Irã na era Lula.  Dilma se aproximou muito mais de Obama, e tem nova visita marcada para outubro (já esteve com ele em abril de 2012).

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A crise de relações entre EUA e Brasil é passageira. Servirá para mudar o foco das mudanças políticas e da onda de manifestações no Brasil.

Putin declara que Snowden está na Rússia

O presidente russo Vladimir Putin declarou em uma coletiva de imprensa que o ex-técnico da CIA, Edward Snowden, está na Rússia, ainda na área de trânsito do aeroporto de Moscou.

Putin declarou que a Rússia não tem tratado de extradição com os EUA. O líder russo também declarou que Snowden não precisou nem de visto nem de passaporte para entrar no país, pois está em trânsito.

A Rússia não tem nenhum interesse em deter Edward Snowden. Segundo Putin, “ele é um homem livre, pode ir onde quiser.”

A Rússia não é considerada o “destino final” do ex-técnico da CIA, afirma o líder russo.

 

http://www.guardian.co.uk/world/video/2013/jun/25/putin-snowden-extradition-russia-us-video

Ex-agente da CIA deve ir para o Equador

Antes que os EUA pudessem por as mãos em Edward Snowden, o jovem de 29 anos deixou Hong Kong pela manhã a bordo do voo comercial  SU 213 para Moscou.

Segundo informações do The Guardian, ele pediu asilo político ao Equador. Ao chegar em Moscou, Snowden deixou o aeronave “sem ser visto”, mas o embaixador do Equador estava em sua busca. Há especulações de que viajará para Cuba e de lá para Quito.

Segundo Julian Assange, o ex-agente da CIA conta com apoio diplomático e legal do WikiLeaks.  Legalmente, enquanto espera pelo seu próximo destino, o norte-americano pode ficar na área de trânsito do aeroporto de Moscou.

Autoridades de Hong Kong afirmam que os documentos dos EUA que pedem a detenção de Snowden têm falhas jurídicas e não davam base legal suficiente para impedir que o agente deixasse o território.

A influência de Biden na política externa dos EUA

Matéria  do New York Times de março aponta a influência do Vice-Presidente Joe Biden nas questões políticas internacionais dos EUA. A matéria ressalta a parceria entre Biden e Kerry, iniciada quando ambos eram senadores no Comitê de Relações Externas do Senado.

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Antes da visita de Obama a Israel, Biden visitou a região preparando o caminho para a chegada do Presidente.  Em decisões sobre o Afeganistão ou a Síria, o Vice tem compartilhado as idéias de uma política “menos agressiva e mais cuidadosa”.

As relações com a China também estão na pasta de Biden, que tem cultivado laços com o Secretário Geral do Partido Comunista. 

A visita à América do Sul, que também incluiu a Colômbia,  está acontecendo depois que o Secretário de Estado John Kerry se referiu à região como o “quintal” da política externa norte-americana

Entre os assuntos que Biden deverá abordar sobre a parceria Brasil-EUA está a questão energética: a agenda de hoje tem espaço para a Petrobras.

Foto: Embaixada do EUA.

Primavera Árabe: O papel da CIA na Síria

Tunísia, Egito, Algéria, Líbia e Iêmen estão entre os países árabes que passaram pelas mudanças revolucionárias a partir de dezembro de 2010, denominadas de Primavera Árabe. A revolução partiu em princípio do povo, começou na Tunísia e contagiou outros países da região. Mas há uma orquestração de outros elementos e/ou interesses, como demonstra a resistência síria.

Wall Street Journal informou em março que agentes da CIA estão recrutando os rebeldes que combatem o regime de Bashar Al-Assad.  A estratégia dos Estados Unidos não é a intervenção militar direta, cara ao país e um modelo já desgastado pelas guerras do Iraque e do Afeganistão. Trata-se de enfraquecer o atual líder sírio com manifestações populares enquanto armas são infiltradas no país via Turquia, supostamente com envolvimento britânico.

O problema da CIA é tentar evitar que a Síria caia nas mãos de um governo radical, estilo xiita, que seria muito pior à política externa norte-americana do que o atual.

Mas há um problema ainda maior: a resistência do Presidente Bashar, que teima em se manter no poder, em meio às manifestações, tem provado sua tenacidade e capacidade de manobra. É o que mostram suas entrevistas ao Sunday Times em março desse ano e ao jornal argentino Clarín na semana passada.

Simplesmente não há sinais de que o líder sírio deixará o país tão cedo.  “Renunciar seria fugir; quem decide se eu fico é o povo, não os EUA”, disse Bashar  ao enviado especial Marcelo Cantelmi na semana passada.

A resistência atual do regime sírio aponta para uma primavera cada vez mais distante.

A situação no Irã

O Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, poderá nos próximos dias ter um sonho de reeleição virado em pesadelo. Pela força policial usada e devido ao isolamento que causou à oposição logo após anunciado os resultados das eleições, Ahmadinejad poderá passar à história como um homem que chegou ao poder devido ao derramamento de sangue.

O Irã pode estar cavando seu isolamento do mundo para os próximos anos.

Ahmadinejad reeleito, os protestos afloram

A reeleição de Ahmadinejad no Irã tem gosto de fraude. A oposição segue questionando os resultados, com a ameaça de ser esmagada pelo rolo compressor ditatorial do Presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O candidato “derrotado” Hossein Moussavi daria uma entrevista coletiva nesse sábado. Acabou não acontecendo.

O blog de Pedro Doria acompanha passo a passo as últimas informações.

Obama no Estadão

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escreveu um artigo para 30 jornais no mundo defendendo “a necessidade urgente de cooperação econômica global”.  Entre os jornais escolhidos pela Casa Branca para o artigo estão desde o jornal japonês Yomiuri Shimbum até o árabe Asharq Al Awsat, e o brasileiro O Estado de São Paulo.

Na mensagem ao mundo, Barack Obama, que utilizou o You Tube durante toda a sua campanha eleitoral, destaca a necessidade de resistência ao protecionismo de mercado.

Leia em inglês ou trechos em português na edição do Estado de São Paulo.

Bush está se decepcionando internacionalmente

Do blog de Pedro Doria, numa avaliação que eu concordo plenamente:

“Muito da presidência Bush se deu na base desta ‘confiança pessoal’. Outros a gozarem dela fora Vladimir Putin, da Rússia, e Tony Blair, do Reino Unido. Blair mostrou-se merecedor até o fim. Putin e Musharraf são a mostra de que Bush talvez não fosse tão hábil assim em suas avaliações. Musharraf fez um jogo duplo durante todo o período, enquanto, mesmo após a queda do Talibã, seu serviço secreto dava apoio à seita-guerrilheira no Afeganistão e até mesmo dentro de casa.”